Cálculos Renais

Cálculos RenaisConhecidos também como pedras nos rins ou nefrolitíase, os cálculos são massas sólidas formadas por pequenos cristais que se agregam formando essas estruturas que podem ser encontrados tanto nos rins quanto em qualquer outro órgão do trato urinário. Podem ocorrer em ambos os sexos e praticamente todas as idades. Na maioria das vezes preveníveis, as pedras podem ser eliminadas espontaneamente ou precisar de tratamento cirúrgico para sua remoção, dependendo das características da pedra e do paciente.


Tipos
Existem quatro tipos principais de cálculos renais, variando quanto a sua formação, fatores de risco e tratamento. Os tipos mais comuns são:

Cálculos de cálcio
São os mais frequentes, acometendo ambos os sexos, com uma incidência um pouco maior em os homens do que em mulheres e atingem pessoas de todas as idades, com maior frequência entre 20 e 40 anos. O cálcio pode combinar-se com outras substâncias, como o oxalato, o fosfato ou o carbonato para formar a pedra. Algumas doenças do intestino delgado, dietas ricas em vitamina D e distúrbios metabólicos aumentam o risco de formação dos cálculos de oxalato e cálcio.

Cálculos de cistina
Estes podem aparecer em pessoas que têm cistinúria, uma doença renal hereditária e que afeta tanto homens quanto mulheres.

Cálculos de estruvita
Encontrados principalmente em mulheres com infecção do trato urinário. Essas pedras podem crescer muito e bloquear o rim, o ureter ou a bexiga.

Cálculos de ácido úrico
Acontecem com pessoas que perdem muito líquido, que não é recuperado com hidratação. São mais frequentes em homens do que em mulheres. Podem, ainda, ocorrer juntamente com dietas ricas em proteína, gota ou quimioterapia. Fatores genéticos também podem contribuir para o surgimento de pedras no rim deste tipo.

Outros tipos de pedras também podem ser formados, mas são muito raros.


Causas
As pedras nos rins são formadas quando a urina está supersaturada, ou seja, quando apresenta quantidades maiores que o normal de determinadas substâncias, como cálcio, oxalato e ácido úrico, ou uma menor quantidade de água do que o necessário para dissolver essas substâncias. Esse desequilíbrio entre soluto e solvente (excesso de materiais excretados na urina e pouca água) faz com que as substâncias se aglutinem e formem pequenos cristais que, depois, se transformarão em pedras.


Fatores de risco
Alguns fatores são considerados de risco, pois contribuem para o surgimento do cálculo renal, são eles:

  • Baixa ingestão de água: não beber a quantidade recomendada de água todos os dias aumenta os riscos de desenvolver pedras nos rins.
  • Viver em climas quentes: pessoas que vivem em regiões quentes ou que suem muito estão dentro do grupo de risco, isso incluiu pessoas que trabalhem em ambientes muito quentes diariamente.
  • Alimentação: dieta rica em proteína, sódio (sal) ou açúcar também são consideradas fatores de risco. A presença exacerbada de sal na dieta aumenta a quantidade de cálcio que os rins deverão filtrar, o que consequentemente leva a um risco maior do surgimento de cálculos renais.
  • Histórico familiar e pessoal: se você ou alguém da sua família já teve pedra nos rins, as chances de você desenvolvê-las são maiores do que pessoas que nunca tiveram pedras ou não possuem familiares que tenham esse diagnóstico.
  • Doenças: pessoas com obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão, gota e doenças cardíacas também possuem maior risco de apresentar pedras nos rins. Isso provavelmente se dá porque todos esses fatores estão associados à uma alimentação com excesso de colesterol e sal. Também é mais comum durante a gravidez e após a menopausa nas mulheres que tomam suplementos de cálcio.
  • Doenças do trato digestivo, como inflamação gastrointestinal e diarreia crônica, e cirurgias, como a de bypass gástrico (cirurgias para tratamento de obesidade), podem causar mudanças no processo de digestão que afetam diretamente na absorção de cálcio e água, aumentando as chances de formação de substâncias capazes de levar à formação de pedras.
  • Outras doenças, como acidose, lesões renais tubulares, cistinúria, hiperparatireoidismo, doenças e alterações anatômicas do trato urinário e alguns medicamentos também podem aumentar os riscos de cálculo renal.

Sintomas
Pedras no rim podem não apresentar sintomas inicialmente, ou causar apenas um pequeno incomodo na região lombar. Quando essas pedras começam a se movimentar dentro do rim ou principalmente ao entrar e descer pelo ureter (canal que leva a urina do rim à bexiga) é que costumam causar crises de dor muito intensas, que podem não melhorar enquanto a pedra não sair ou for retirada de lá. Os principais sinais e sintomas são:

  • Dor lombar intensa e que pode irradiar para a região abdominal
  • Dor em cólica (que vai e vem), variando de intensidade
  • Dor ao urinar e próxima a bexiga
  • Urina com sangue, avermelhada, amarronzada ou rosada
  • Urina com cor anormal, geralmente escura e com cheiro diferente
  • Náusea e vômito
  • Necessidade de urinar frequentemente, levando a pessoa ao banheiro muitas vezes ao dia
  • Febre e calafrios, em caso de infecção

Diagnóstico
Consulte um urologista assim que manifestar os primeiros sintomas de cálculo renal. Para fechar o diagnóstico de cálculo renal e investigar suas causas, além da história do paciente e do exame físico o médico poderá solicitar alguns exames:

  • Exame de sangue, para analisar a concentração das substâncias formadoras de cálculo no sangue, analisar a função dos rins, a presença de infecções, entre outras possibilidades.
  • Exame de urina, para analisar a concentração das substâncias formadoras de cálculo que estão sendo excretadas na urina, a presença de infecção urinária e identificar quais bactérias estão presentes.
  • Análise bioquímica de cálculos que o paciente já eliminou para identificar do que são constituídos.
  • Exames de imagem, como radiografias, ultrassonografias e tomografias, poderão exibir a presença de cálculos no trato urinário

Tratamento
Para o tratamento dos cálculos renais, é preciso primeiro identificar o tamanho e a exata localização da pedra no trato urinário. Além disso, fatores relacionados ao paciente como presença de infecção urinária associada, alterações da função renal, alterações do sistema urinário, entre outros fatores, devem ser levados em consideração para se decidir o melhor tratamento e diferenciar casos simples de urgências.

Em casos de pequenas pedras e com poucos sintomas, o paciente provavelmente não precisará passar por procedimentos invasivos. Nesses casos, poderão ser indicadas algumas medicações e medidas que ajudam na eliminação do cálculo e melhora dos sintomas.

No entanto, em casos de pedras maiores ou que estejam obstruindo o sistema urinário e a drenagem de urina do rim acometido, costumam causar hidronefrose (dilatação do rim e sistema urinário) e sintomas bem mais intensos. São geralmente nesses casos que os pacientes referem estar sentindo as piores dores de suas vidas, apenas comparadas às dores do parto. Pedras maiores podem não ser expelidas sozinhas, causando além das dores, sangramentos, danos aos rins e infecções no trato urinário. Para esses casos, procedimentos cirúrgicos podem ser realizados como:

  • Litotripsia extracorpórea por ondas de choque: esse tipo de tratamento consiste na criação de fortes vibrações na região lombar sobre o rim para quebrar as pedras e facilitar a sua eliminação pela urina.
  • Nefrolitotripsia percutânea: consiste na fragmentação e retirada cirúrgica de pedras maiores por meio de uma pequena câmera introduzida em um pequeno orifício feito nas costas do paciente que vai até o rim.
  • Ureterolitotripsia: é realizada uma espécie de endoscopia do trato urinário através de pequenas câmeras com as quais se pode identificar, fragmentar e retirar as pedras presentes no trato urinário.

Medicamentos para Cálculo renal

Prevenção
Para prevenir a formação de cálculos renais, é necessário cuidado diário e constante com a alimentação e a hidratação. Os pacientes são orientados a:

  • Beber muita água durante todo o dia (entre 2 a 3 litros por dia).
  • Reduzir a quantidade de sal na comida.
  • Cuidado com excesso de proteína (carnes) nas refeições.
  • Ingerir normalmente alimentos ricos em cálcio (leites e derivados), mas não em excesso.
  • Beber sucos naturais de frutas cítricas.
  • Evitar alimentos ricos em oxalato como amendoim, espinafre, acelga, chocolate, chá preto, frutos secos e figo.

Contato

(11) 3051-5759
(11) 3884-0762

(11) 96465-4605

contato@drpauloesteves.com.br

Atendimento

Segunda à Sexta
08:00 às 20:00hs


Onde Atuo

Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 3421
Conjunto 508 CEP: 01401-001
Jardim Paulista - São Paulo - SP


Redes Sociais