Câncer de Próstata

A Próstata - A próstata é uma glândula que se localiza imediatamente abaixo da bexiga e em frente ao reto. Ela envolve a uretra (o canal que transporta a urina e o sêmen através do penis e para fora do corpo). A próstata produz uma parte do líquido do sêmen.


A Doença - Visão Geral

O câncer de próstata é o câncer mais comum em homens, depois do câncer de pele. É a segunda principal causa de morte por câncer em homens. O câncer de próstata ocorre mais frequentemente em homens afro-americanos do que nos homens brancos e estes têm maior probabilidade de morrer da doença do que os homens brancos com câncer de próstata.

Quase todos os cânceres de próstata são adenocarcinomas (cânceres que começam nas células que produzem e liberam muco e outros líquidos). O câncer de próstata na maioria das vezes não tem sintomas precoces, podendo apresentar sintomas apenas quando a doença já está em um estágio avançado. O câncer de próstata avançado pode causar dor e dificuldade para urinar ou jato de urina fraco, mas estes sintomas também são causados por condições benignas da próstata, como a HPB (Hiperplasia Prostática Benigna).

O câncer de próstata geralmente cresce muito lentamente. A maioria dos homens com câncer de próstata tem mais de 65 anos e não vão morrer da doença. Porém, frequentemente acomete pacientes mais jovens, em geral após os 40 anos, e se não for tratado corretamente no momento certo, pode prejudicar a qualidade de vida e a expectativa de vida desses pacientes. Encontrar e tratar o câncer de próstata antes que os sintomas comecem pode permitir ao paciente viver toda sua vida com qualidade e dignidade, já que a doença tem altos índices de cura quando tratada precocemente. Por isso, a importância das consultas de rotina ao urologista e a realização dos exames de rastreameno.

Estatísticas

Estimativas da Sociedade Americana de Câncer (American Cancer Society) para câncer de próstata nos Estados Unidos para 2015 são: Cerca de 220.800 novos casos de câncer de próstata Cerca de 27.540 mortes por câncer de próstata Cerca de 1 homem em 7 serão diagnosticados com câncer de próstata durante sua vida. O câncer de próstata é a segunda principal causa de morte por câncer em homens americanos, atrás de câncer de pulmão somente. Cerca de 1 homem em 38 morrerão de câncer de próstata.

Fatores de Risco

Idade
O câncer de próstata é muito raro em homens com menos de 40, mas a chance de ter câncer de próstata aumenta rapidamente depois de 50 anos de idade.

Raça / Etnia
O câncer de próstata ocorre mais frequentemente em homens afro-americanos do que nos homens de outras raças. Homens afro-americanos também possuem o dobro da chance de morrer de câncer de próstata do que homens brancos. O câncer de próstata ocorre com menos freqüência em homens asiáticos e hispânicos latinos do que em brancos não-hispânicos. As razões para estas diferenças raciais e étnicas não são claras.

História de família
O câncer de próstata acomete muitos membros de algumas famílias, o que sugere que, em alguns casos, pode haver um fator hereditário ou genético. Ter um pai ou irmão com câncer de próstata mais do que duplica o risco de um homem de desenvolver esta doença. (O risco é maior para os homens que têm um irmão com a doença do que para aqueles com um pai afetado.) O risco é muito maior para os homens com vários familiares afetados, especialmente se seus parentes eram jovens quando o câncer foi encontrado.

Dieta
O papel exato da dieta no câncer de próstata não é claro, mas vários fatores têm sido estudados. Homens que comem muita carne vermelha ou produtos lácteos ricos em gordura parecem ter uma chance ligeiramente maior de ter câncer de próstata. Esses homens também tendem a comer menos frutas e legumes. Os médicos não têm certeza de qual desses fatores é responsável por elevar o risco.

Obesidade
A maioria dos estudos não mostrou que a obesidade está relacionada com um risco geral maior de contrair câncer de próstata, porém alguns estudos descobriram que os homens obesos têm um risco menor de contrair uma forma (menos perigoso) da doença, de baixo grau, mas um risco maior de contrair câncer de próstata mais agressivo. As razões para isso não estão claras.

Fumar
A maioria dos estudos não encontrou uma ligação direta entre o risco de câncer de próstata e tabagismo, embora este esteja ligado a boa parte de outros tipos de câncer. Algumas pesquisas têm ligado fumo a um possível pequeno aumento no risco de morte por câncer de próstata, mas este achado terá de ser confirmada por outros estudos.

Inflamação da próstata
Alguns estudos sugeriram que a prostatite (inflamação da próstata) pode ser associada a um risco aumentado de câncer da próstata, mas outros estudos não encontraram tal ligação. A inflamação é muitas vezes visto em amostras de tecido da próstata que também contêm câncer. A ligação entre os dois ainda não é claro, mas esta é uma área ativa de investigação.

Infecções sexualmente transmissíveis
Os pesquisadores têm trabalhado para ver se as infecções sexualmente transmissíveis (como a gonorréia ou clamídia) podem aumentar o risco de câncer de próstata, porque podem levar a inflamação da próstata. Até agora, os estudos não chegaram a uma resposta, e não há conclusões definitivas.

Diagnóstico

O câncer de próstata pode ser frequentemente encontrado no início. Nas consultas de rotina são realizados exames de sangue para avaliar o PSA (antígeno específico da próstata) e o exame de toque retal, no qual o médico avalia a consistência da próstata, seu tamanho e a presença de nódulos (áreas endurecidas) na próstata. Se o resultado de qualquer um desses exames estiver alterado será necessário uma biópsia da próstata para ver se há realmente câncer. Não há dúvida de que o rastreamento pode ajudar a encontrar muitos cânceres de próstata precoces, embora ainda não exista consenso sobre a idade em que se deve inicia-lo. Em geral, recomenda-se que todos os homens com 45 anos ou 40 anos se tiverem familiares com câncer de próstata, iniciem o rastreamento anual com o urologista.

Os sinais e sintomas do câncer de próstata

Câncer de próstata precoce geralmente não causa sintomas. Mas cânceres mais avançados da próstata pode, por vezes, causar sintomas, tais como:

  • Dificuldade para urinar, incluindo um fluxo urinário fraco ou lento ou a necessidade de urinar com mais frequência, especialmente à noite.
  • Sangue na urina ou no esperma.
  • Problemas para obter uma ereção (disfunção erétil)
  • Dor nos quadris, costas (coluna), tórax (costelas), ou outras áreas em que o câncer costuma se espalhar (em geral dá metástases para os ossos).

Outras condições também podem causar muitos destes mesmos sintomas. Por exemplo, dificuldade em urinar é muito mais frequentemente causada por hiperplasia prostática benigna (BPH) do que o câncer. Ainda assim, é importante informar ao seu urologista se tiver algum destes problemas de modo que a causa possa ser encontrada e tratada, se necessário.

O tratamento do câncer de próstata

Uma vez que o câncer de próstata foi diagnosticado e estadiado, o paciente e seu urologista tem muito para pensar e discutir antes escolher um plano de tratamento. Dependendo da situação, as opções de tratamento para homens com câncer de próstata podem incluir:

  • A conduta expectante (espera vigilante) ou vigilância ativa
  • Cirurgia
  • Radioterapia
  • A terapia hormonal
  • Quimioterapia

Estes tratamentos são geralmente usados um de cada vez, embora em alguns casos, eles possam ser combinados. Alguns casos mais avançados, por exemplo, podem requerer cirurgia, radioterapia e terapia hormonal.

O tratamento escolhido para o câncer de próstata deve levar em conta:

  • Idade e expectativa de vida do paciente
  • Outras condições graves de saúde apresentadas pelo paciente
  • O estágio e grau do câncer
  • As chances de cada tipo de tratamento de curar o câncer (ou ajudar de alguma outra forma)
  • Os possíveis efeitos colaterais de cada tratamento

O câncer de próstata é uma doença complexa e os médicos podem diferir em suas opiniões sobre as melhores opções de tratamento, assim como os pacientes podem ter preferências diferentes sobre essas opções. Somente uma decisão em conjunto e bem informada pode levar a um tratamento satisfatório. É importante discutir todas as suas opções de tratamento, incluindo metas e possíveis efeitos colaterais, com o seu urologista para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapta às suas necessidades.

Os principais médicos que tratam do câncer de próstata incluem:

  • Urologistas: cirurgiões que tratam de doenças do sistema urinário e sistema reprodutivo masculino (incluindo próstata)
  • Radioterapeutas: médicos que tratam de câncer com radioterapia
  • Oncologistas: médicos que tratam de câncer com medicamentos, tais como quimioterapia ou terapia hormonal

Cirurgia para câncer de próstata

A cirurgia é a escolha mais comum para se tentar curar o câncer de próstata se este não se espalhou para fora da glândula. O principal tipo de cirurgia para câncer de próstata é conhecido como prostatectomia radical. Nesta operação, o cirurgião remove toda a próstata além de uma parte do tecido em torno dela, incluindo as vesículas seminais. A prostatectomia radical pode ser feito de diferentes maneiras.

Prostatectomia radical aberta
Na abordagem mais tradicional de se fazer uma prostatectomia, o cirurgião opera através de uma única incisão abdominal abaixo da cicatriz umbilical para remover a próstata e tecidos próximos. Este tipo de cirurgia, por vezes referido como uma abordagem aberta, está sendo feito com menos frequência do que no passado devido a preferência pela cirurgia videolaparoscópica e robótica, embora ainda seja muito realizado.

Prostatectomia radical videolaparoscópica
Para uma prostatectomia radical laparoscópica, o cirurgião faz várias pequenas incisões, através dos quais instrumentos longos especiais são inseridos para remover a próstata. Um dos instrumentos tem uma pequena câmera de vídeo na ponta, que permite ao cirurgião ver dentro do abdômen. As taxas dos principais efeitos colaterais da prostatectomia radical laparoscópica, tais como problemas de ereção e incontinência urinária, parecem ser as mesmas para prostatectomia aberta.

Prostatectomia radical videolaparoscópica assistida por robótica
A nova abordagem é fazer a cirurgia laparoscópica utilizando uma interface robótica (chamado de sistema da Vinci), que é conhecido como prostatectomia radical laparoscópica robo assistida ou prostatectomia radical robótica. O cirurgião senta-se em um painel próximo à mesa de operação e controla braços robóticos para fazer a operação através de várias pequenas incisões no abdômen do paciente. Como na laparoscópica, a prostatéctomia robótica tem vantagens sobre a abordagem aberta em termos de dor, perda de sangue, e tempo de recuperação. Até agora, porém, parece haver pouca diferença quanto aos efeitos colaterais da cirurgia entre a robótica, laparoscópica e aberta para o paciente. Entretanto, com a popularização da cirurgia robótica, possivelmente melhores resultados aparecerão. Para o cirurgião, o sistema robótico pode fornecer mais capacidade de manobra e mais precisão ao mover os instrumentos que na laparoscópica padrão.

Possíveis riscos e efeitos colaterais da prostatectomia radical

Riscos cirúrgicos
Os riscos com qualquer tipo de prostatectomia radical são muito parecidos com aqueles com qualquer cirurgia de grande porte.

Efeitos colaterais
Os principais efeitos secundários da prostatectomia radical são incontinência urinária (incapacidade de controlar a urina) e impotência (incapacidade de ter ereções). Estes não ocorrem sempre, mas podem acometer o paciente que foi tratado de câncer de próstata. Deve se notar que estes efeitos secundários podem também ocorrer com outras formas de tratamento para o câncer de próstata e não apenas após a cirurgia. Na maior parte dos casos ocorre recuperação dessas funções com algum tempo de pós operatório. Alguns casos podem necessitar de tratamento, mas em geral, a maioria dos pacientes fica livre desses efeitos colaterais.

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